Poemeus II
Escritos no Corcovado em 11/04/2009 em uma manhã linda de Abril, a partir do exato momento que o artista sobre mim caiu.
Este Blog nasceu inspirado nos poetas Affonso Romano de Sant’anna, Mário Quintana e o poeta inglês William Blake (1757-1827) que, através de suas belas poesias, inspiraram-me a escrever meus Poemeus. Aqui você encontrará Poesias, Poemeus, Crônicas, Photos, Design, Filmes e comentários sobre todas as manifestações de arte. Veja também na barra lateral e no final desta página dicas de Sites de Arte e Filmes (click sobre os links).
"Tudo que vive é Sagrado."
( “For every thing that lives is holy.” )
William Blake
“Vale a pena estar vivo,
Nem que seja para dizer,
Que não vale a pena.”
Mário Quintana
"A arvore que o sábio vê
não é a mesma arvore
que o tolo vê !"
William Blake
“Ver um Mundo num Grão de Areia
E um Céu numa Flor Selvagem
Segurar o infinito na palma de sua mão
E a eternidade numa hora.”.
"A primeira vez que entendi
do mundo alguma coisa
foi quando na infância
cortei o rabo de uma
lagartixa e ela continuou
se mexendo.
De lá pra cá fui percebendo
que, as coisas
permanecem vivas e tortas,
que o amor não acaba
assim e que é difícil
extirpar o mal pela raiz.
A segunda vez que entendi do mundo
alguma coisa foi quando na adolescência
me arrancaram do lado esquerdo três certezas,
e eu tive que seguir em frente.
De lá pra cá aprendi a achar no escuro o rumo
e sou capaz de decifrar mensagens
seja nas nuvens ou no grafite de qualquer muro."
"Olho o horizonte longínquo
e me sinto ligado a fonte,
tamanha imensidão.
Tranquilo estou sob o sol,
de uma linda manhã de abril,
observo o gavião que passa
observando a mata
Em busca talvez de uma caça,
Observo o movimento das coisas
E percebo que aqui
neste planeta azul
tudo é movimento,
cada coisa
em seu próprio tempo."
"Aqui parado escuto o tempo
em sereno e eterno movimento
e me pergunto :
- Por quanto tempo mais
estarei esperando
por este momento ?"
"Daqui de cima observo o cais
vejo as nuvens negras chegando
o mar escurecendo
e isto reflete em mim
um momento sem fim,
um questionamento interminável
sobre mim mesmo,
se vou ou não vou até o fim.
Ouço uma voz interior que diz:
- Vim aqui para dizer que sim !
Fico, mas não até o fim !"
"Diante desta imensidão verde,
Sinto-me um grão de areia
Mas sei que faço parte desta teia,
um privilégio indiscutível;
Ao refletir sobre isso,
Sinto meu corpo tremer
de emoção,
como posso reclamar então
se estou diante
de tanta vastidão;
Reflito mais uma vez então,
e dou-me conta de que
estou na terceira dimensão,
em um planeta azul
girando lentamente
em uma imensa escuridão."