Poemeus I
Escritos na Floresta da Tijuca sentando na Ponte Pencil da Cova da Onça em 10/04/2009; foi como um surto curto, no espaço vazio do tempo.
Este Blog nasceu inspirado nos poetas Affonso Romano de Sant’anna, Mário Quintana e o poeta inglês William Blake (1757-1827) que, através de suas belas poesias, inspiraram-me a escrever meus Poemeus. Aqui você encontrará Poesias, Poemeus, Crônicas, Photos, Design, Filmes e comentários sobre todas as manifestações de arte. Veja também na barra lateral e no final desta página dicas de Sites de Arte e Filmes (click sobre os links).
"Tudo que vive é Sagrado."
( “For every thing that lives is holy.” )
William Blake
“Vale a pena estar vivo,
Nem que seja para dizer,
Que não vale a pena.”
Mário Quintana
"A arvore que o sábio vê
não é a mesma arvore
que o tolo vê !"
William Blake
“Ver um Mundo num Grão de Areia
E um Céu numa Flor Selvagem
Segurar o infinito na palma de sua mão
E a eternidade numa hora.”.
"A primeira vez que entendi
do mundo alguma coisa
foi quando na infância
cortei o rabo de uma
lagartixa e ela continuou
se mexendo.
De lá pra cá fui percebendo
que, as coisas
permanecem vivas e tortas,
que o amor não acaba
assim e que é difícil
extirpar o mal pela raiz.
A segunda vez que entendi do mundo
alguma coisa foi quando na adolescência
me arrancaram do lado esquerdo três certezas,
e eu tive que seguir em frente.
De lá pra cá aprendi a achar no escuro o rumo
e sou capaz de decifrar mensagens
seja nas nuvens ou no grafite de qualquer muro."
"Concluo em um momento
que quanto mais
conhecimento tenho,
mais sofro no tempo,
sobretudo quando
entendo o movimento
das coisas
em seu devido tempo,
suas causas e conseqüências,
incluindo a ciência.
Seria o conhecimento
Uma forma, então,
de auto-punição ?
Ora, claro (que não) !
- Seria então uma forma de
enxergarmos os limites
entre o céu e o chão ?
- Talvez sim, talvez não."
"Ai que prazer
estar aqui sentado
ouvindo este silêncio
verde/azulado
os piados e asas
batendo ao meu lado,
a água descendo
o seu rumo permanentemente
sem imaginar onde estará indo
e jamais imaginando
que voltará, um dia talvez,
sem a lembrança de nada que fez.
E eu aqui sentado
Refletindo sobre o que fiz
E sobre o que farei.
Ainda hoje talvez,
E talvez fazer nada
seja sensatez."
"É tão fácil decidir
quando estamos sós.
Porém estar só
é algo tão raro,
que custa caro
decidir o que decidir."
"Aqui sentado estou,
ouvindo o córrego passar
e sob esta ponte rústica
me vem à mente
o que a gente sente
quando a mente sente
na sua presença,
a ausência dos outros."
"Onde estou,
neste momento de introspecção,
senão em direção ao meu lado
esquerdo do peito,
onde penso a meu respeito
e que caminhos seguir ?
des-norte-ado estou
em direção ao sul ou ao leste,
Turquia talvez,
um minuto de sensatez,
é um sonho ?
me olho no espelho
e já não sei quem sou,
perdi-me
no vasto oceano das indecisões,
causadas pelos se/não da estrada
em direção a consciência-inconsistente
do conhecimento que (se)foi (adquirido)
ao longo do caminho,
encontro, mais adiante,
com meu outro eu,
que decide seguir em frente
ainda que de forma inconsciente."
"Quantos desafios, quantos sim
e quantos não.
Muitas vezes encontro-me
em profunda indecisão.
Por um fio de navalha,
não jogo tudo fora
mas não, penso e reflito
por um momento,
avalio o movimento, o tempo,
e o que virá no próximo evento,
e calo-me no vazio do meu peito,
sufocando mais uma vez
um momento de lucidez,
sábio ou burro talvez."